sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mandado de Segurança questiona legalidade no processo de ecolha do novo Desembargador do TRT/MS‏

No final do mês de março, um grupo de advogados protocolou uma representação no Ministério Público Federal contra a formação de lista sêxtupla para a vaga aberta no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). A formação foi realizada na OAB, no dia 26 de março de 2011, e aconteceu em meio a polêmicas.

Advogados apontam que durante a leitura dos nomes dos 24 advogados que se candidataram à vaga, o presidente da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Leonardo Duarte, puxou palmas para alguns candidatos, incentivando comemoração maciça.

Além disso, o grupo afirma que a OAB/MS concedeu prazo de 48 horas para que alguns candidatos conseguissem a documentação necessária para concorrer à vaga do TRT. Pelo edital, o advogado que se dispõe ao cargo deveria se inscrever até 1º de março e comprovar de mais de 10 anos de efetiva atividade na advocacia, além de quitação de débitos com a OAB/MS.

“O que se verificou durante a sessão extraordinária, é que praticamente todos os inscritos que receberam tal tratamento privilegiado, tiveram a posteriori suas inscrições indeferidas, por não preenchimento dos requisitos legais”, afirma a representação.

Apenas Marco Antonio Ferreira Castello conseguiu se candidatar e foi incluído na lista sêxtupla elaborada pela OAB/MS. “Pode-se ressaltar o tratamento claramente diferenciado concedido a alguns disputantes à lista”, ratifica.

O grupo de advogados chama a decisão da diretoria da OAB de inconstitucional e ilegal.
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