quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pais de alunos da Escola José Bonifácio de Bandeirantes recebem palestra sobre “bullying”

Os pais dos alunos da Escola Municipal José Bonifácio participaram nesta quarta-feira (17) de palestra com o Defensor Público, Carlos Renato Cotrin Leal.
A palestra aconteceu na sede da escola e, segundo a Diretora Silvana, contou com 80% dos pais.

O Defensor destacou o que significa o bullying e as Leis que existem para quem comete esta prática. “A brincadeira que não tem graça”, enfatizou o Carlos Cotrin.

O Defensor Público, também falou sobre os casos de crianças que não tem o nome de seus pais em seus registros e explicou o que pode ser feito nestes casos pela defensoria pública do Município. Também aproveitou a presença dos pais para falar sobre pensão e separação.

Estiveram presentes na palestra a diretora da Escola, Silvana Gonçalves Barbosa, a coordenadora Marilva Luiz de Menezes Silva e demais professores.

Sobre o “bullying”
Todos os dias, alunos no mundo todo sofrem com um tipo de violência que vem mascarada na forma de “brincadeira”. Estudos recentes revelam que esse comportamento, que até a bem pouco tempo era considerado inofensivo e que recebe o nome de bullying, pode acarretar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico dos alunos, gerando desde queda na auto-estima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias.
Quem nunca foi zoado ou zoou alguém na escola? Risadinhas, empurrões, fofocas, apelidos como “bola”, “rolha de poço”, “quatro-olhos”. Todo mundo já testemunhou uma dessas “brincadeirinhas” ou foi vítima delas. Mas esse comportamento, considerado normal por muitos pais, alunos e até professores, está longe de ser inocente. Ele é tão comum entre crianças e adolescentes que recebe até um nome especial: bullying. Trata-se de um termo em inglês utilizado para designar a prática de atos agressivos entre estudantes. Traduzido ao pé da letra, seria algo como intimidação. Trocando em miúdos: quem sofre com o bullying é aquele aluno perseguido, humilhado, intimidado.

E isso não deve ser encarado como brincadeira de criança. O “bullying diz respeito a atitudes agressivas, intencionais e repetidas praticadas por um ou mais alunos contra outro. Portanto, não se trata de brincadeiras ou desentendimentos eventuais. Os estudantes que são alvos de bullying sofrem esse tipo de agressão sistematicamente”, explica o médico Aramis Lopes Neto, coordenador do primeiro estudo feito no Brasil a respeito desse assunto — “Diga não ao bullying: Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes”, realizado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). Segundo Aramis, “para os alvos de bullying, as conseqüências podem ser depressão, angústia, baixa auto-estima, estresse, absentismo ou evasão escolar, atitudes de autoflagelação e suicídio, enquanto os autores dessa prática podem adotar comportamentos de risco, atitudes delinqüentes ou criminosas e acabar tornando-se adultos violentos”.

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