sexta-feira, 20 de julho de 2012

A reeleição dos corruptos

*João Bosco Leal
Na internet circula um texto de autoria indicada como sendo de Bill Cosby, "Tenho 74 anos e estou cansado", onde o mesmo descreve diversos desvios comportamentais que estão sendo assumidos pelas pessoas das gerações posteriores à dele, mas que as consequências acabam sendo suportadas por todos.

Conta que nada herdou e que trabalhou duro, desde 17 anos de idade e por 50 horas semanais, para chegar onde estava e agora ouvir que tinha de distribuir suas riquezas com as pessoas que não possuem sua ética de trabalho. Que cansara de ver o governo ficar com seu dinheiro e entregá-lo de formas variadas a pessoas que tiveram preguiça de trabalhar como ele.

Diz que foi educado para ter tolerância com outras culturas, mas não entende a violência contra as mulheres praticada pelos seguidores do Islã em seus países e o assassinato de judeus e cristãos, simplesmente por não serem crentes em Alá e, mesmo assim, insistirem em declarações de que essa é a religião da paz.

Ou a permissão da construção de mesquitas e escolas madrassas islâmicas - que só pregam o ódio -, em diversos países do mundo, se nenhum deles pode construir uma igreja, templo, sinagoga ou escola religiosa em países árabes, para pregar o amor e a tolerância.

Fala sobre os tóxico dependentes, fumantes e alcoólatras que fizeram sozinhos a opção por seu estilo de vida, consumo ou vício, mas de alguma forma acabam prejudicando toda a sociedade e não assumem a responsabilidade por suas escolhas e atitudes, além de normalmente ainda culparem o governo de discriminação por seus problemas, como os tatuados e cheios de piercings, que por essas suas escolhas tornaram-se não empregáveis e reivindicam dinheiro do governo, dos impostos, pagos por quem trabalha e produz.

Que cansou, de ver atletas, artistas e políticos de todos os partidos confessarem erros inocentes, estúpidos ou da juventude, mas que na realidade pensam que seu único erro foi ser apanhado, e de pessoas que por não assumirem a responsabilidade por suas vidas e ações, culpam o governo de discriminação por seus problemas.

Alega que, por sua idade, não verá o mundo que essas pessoas estão criando, pois já está no caminho de saída e não de entrada deste, mas fica triste por seus descendentes e sugere que cada um faça sua parte, contrariando o caminho que esses péssimos governantes estão nos proporcionando, por essa ser a única chance de fazer a diferença.



Penso que com as eleições municipais brasileiras se aproximando, realmente temos, individualmente, a chance de mudar tudo o que aí está posto, como o Mensalão do PT, a CPMI do Cachoeira, as cotas universitárias, a demora generalizada do poder judiciário em julgar os processos, a aceitação da interferência de um ex Presidente em diversos Poderes e todas as outras falcatruas que diariamente lemos nos jornais ou assistimos pelos noticiários televisivos.

Independentemente de sermos jovens, adultos ou idosos, negros, brancos ou amarelos, de descendência europeia, asiática, americana ou africana, se hoje aqui vivemos e criamos nossos filhos, somos todos brasileiros e é no futuro das nossas próximas gerações de brasileiros é que devemos pensar.

Nada se constrói em um país republicano como o nosso sem o envolvimento de algum dos Três Poderes, ou dos três conjuntamente, mas a total independência destes é fundamental para a sobrevivência da democracia. Entretanto, no Brasil, o Poder Executivo têm, através de nomeações ou de corrupção, interferido diretamente nos outros dois de modo a alterar totalmente muitas decisões que seriam exclusivas destes.

Nos últimos anos, o que se vê nos órgão públicos, em todos os poderes, são a corrupção e o aumento de impostos para custear a roubalheira generalizada e as benesses públicas que buscam a reeleição dos que aí estão.

Nas próximas eleições temos uma chance única de alterarmos quadro atual, não reelegendo corruptores e corrompidos.

*Jornalista, escritor e produtor rural

Um comentário:

Sérgio Lopes disse...

Eu assinaria a histórinha escrita como sendo a minha, isto é, subscrevo-a como sendo a minha própria história. A pior parte é que não temos, nestes anos todos, o aparecimento de nomes viáveis na política e os que aí estão já mostraram o seu potencial e desagradaram muito. Teremos de votar no melhorzinho entre os piores, mesmo sabendo que este é também vicioso desde suas coligações. Falência geral e pouca esperança de algum resultado rasoável nestas eleições de agora... Tenho pregado a não reeleição de nenhum político, mas...pela teoria e lógica, mudaríamos de mãos o poder e poderíamos, adiante, cuidar melhor do processo, mas não tenho visto retorno ou engajamento na IDÉIA. Estamos á deriva no "SEJA LÁ COMO DEUS QUISER" !