quinta-feira, 18 de março de 2010

A desastrada política internacional de Lula

Sempre orientado pelos ministros Celso Amorim e Marco Aurélio Top Top Garcia, dois radicais esquerdistas e antiamericanos, Lula tem cometido erros inimagináveis, a quem tem um mínimo de bom senso, em sua política externa.

A aproximação política e comercial e o apoio a radicais, como os irmãos Raul e Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, Manuel Zelaya, Fernando Lugo, o casal Cristina e Nestor Kirchner e Mahmoud Ahmadinejad, causam espanto em todos os países democratas do mundo e principalmente nos mais tradicionais parceiros comerciais do Brasil.

A concessão de cada vez mais vantagens aos argentinos no comércio bilateral causa enormes prejuízos para as indústrias brasileiras, não permite a geração de mais empregos no país, e beneficia a política do casal Kirchner, que esta semana declarou que pretende ficar no poder por pelo menos mais dez anos.

A Bolívia de Evo Morales começou desapropriando indústrias de brasileiros instaladas naquele país. Depois desapropriou as refinarias da Petrobrás. Em seguida exigiu o aumento do preço do gás exportado ao Brasil, ignorando contrato vigente, e exigiu que o Brasil adquirisse uma quantidade mínima de gás, utilizando ou não esse volume. Agora, está promovendo sua reforma agrária, expulsando, para isso, agricultores brasileiros que plantam soja em uma área de 150 km da fronteira entre os dois países.

O Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, fez sua campanha política para a presidência declarando que exigiria do Brasil um aumento nos valores pagos pela energia de Itaipu que o Paraguai não consome e que é adquirida pelo Brasil. Os valores dessa energia estão pactuados em contrato celebrado entre os dois países desde a construção da Usina, que foi realizada totalmente pelo Brasil, e que o Paraguai, exclusivamente pela cessão da parte do território do seu lado do rio, teria direito à energia gerada pela Usina, para consumo próprio, sendo que a parcela não utilizada seria vendida ao Brasil. Qual o motivo agora de se alterar um contrato em andamento, senão para beneficiar exclusivamente o Paraguai? E novamente o Brasil aceitou.

Hugo Chávez, com seu radicalismo socialista bolivariano e antiamericano, estatizou as terras, o comércio e os veículos de comunicação dos que lhe fizessem oposição. Sua administração fez com que em seu país faltasse energia elétrica e até água para banho. Lula correu em seu socorro, construindo gasodutos entre os dois países, enviando brasileiros para repassar nossas tecnologias de produção de energia elétrica de geração hídrica e interligando torres de transmissão de energia entre Brasil e Venezuela, para fornecer-lhes energia nas emergências.

Nenhum desses ministros informou a Lula que o mercado consumidor brasileiro hoje é equivalente a praticamente o dobro da população desses países todos somados? Que a população da Argentina (40 mi), Bolívia (9 mi) , Cuba (11 mi) , Honduras (7 mi) , Paraguai (5 mi) e Venezuela (28 mi), somados, totalizam 100 milhões de habitantes? Comercialmente falando, o interesse maior deveria ser de quem? Pelo visto, estão querendo que sejamos o Papai Noel dos países dirigidos por “companheiros”.

O radicalismo religioso ditatorial do Irã de Mahmoud Ahmadinejad, com sua política nuclear desconhecida, causa apreensão a centenas de países e à ONU, mas não à Lula, que se aproxima e defende cada vez mais seu “companheiro”.

Em Cuba, Lula negou haver recebido qualquer tipo de solicitação de interferência política junto aos irmãos Castro em favor dos presos políticos do país - no que foi amplamente desmentido pela imprensa internacional -, comparou-os a bandidos comuns, e declarou que o Brasil não se envolve em assuntos internos de outros países.

Entretanto, em Honduras, o Brasil se envolveu radicalmente, contra tudo e contra todos, protegendo, em nossa embaixada, o chapeludo Manuel Zelaya, deposto ao tentar alterar a constituição do país para se perpetuar no poder, assim como já o fizeram seus “companheiros” Hugo Cháves e Evo Morales.

Em sua visita a Israel, Lula novamente se meteu em assuntos de outros países, ao se declarar contrário à construção, pelo governo israelense, de 1.600 novas casas em assentamentos na Cisjordânia. Aconselhado por Amorim e Garcia, Lula recusou o convite para visitar o túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista, cujo aniversário de 150 anos está sendo comemorado pelo governo de Israel. A recusa provocou o boicote do Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, que não compareceu a nenhum evento de que Lula participou no país.A política externa de Lula é, portanto, totalmente inadequada e só protege os “companheiros”, mesmo que em detrimento dos interesses brasileiros.
Por:João Bosco Leal
www.joaoboscoleal.com.br

Um comentário:

lautaro disse...

Para conocer la verdad sobre el cura abusador y reaccionario Fernando Lugo, visitar el sitio:

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