Os chefes de Estado que representam o bloco de países emergentes que compreende o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) anunciaram, nesta quinta-feira, a criação de um banco comum de investimento. Além disso, sinalizaram a possibilidade de cortar linhas de crédito enviadas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para apoiar os países da União Europeia em crise.
Em reunião na Índia, o grupo dos cinco países assinou acordos que vão permitir o financiamento de comércio e investimento em moeda local. O objetivo da medida é aumentar a cooperação entre os bancos de desenvolvimento dos Brics e aumentar o fluxo comercial entre os países do bloco.
Os líderes se mostraram ainda frustrados com o baixo poder de decisão que possuem no FMI, e cobraram maior participação, alertando para uma "urgente reflexão acerca dos pesos de cada economia" e "incremento na representação de mercados emergentes e nações em desenvolvimento".
Em 2010, os credores do órgão foram favoráveis a um maior peso dos votos de mercados emergentes, no entanto, os Estados Unidos não aprovaram as novas regras.
A presidente brasileira Dilma Rousseff lembrou que o início da crise ocorreu entre os países desenvolvidos, e criticou a implantação de medidas de austeridade, consolidações fiscais e depreciação da força de trabalho. Para ela, essas ações não solucionarão o problema.
Com uma parcela de 45% da população mundial e um PIB (Produto Interno Bruto) de 13,5 trilhões de dólares, os Brics correspondem a um quarto da economia global.
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