
Autora: Helena de Paula
E-mail: mhelenap66@hotmail.com
Quatro horas da manha...
Janaina acorda, não tem despertador.
Mas também nem precisa.
Ela diz que quando o galo canta já e hora de sair da cama.
Galo? Será que ele existe? Mas também nem precisa!
Janaina faz tudo automaticamente. Sempre a mesma rotina,
Acende o fogão a lenha... Coloca uma panela preta de barro Cuidadosamente ela corta os legumes
Primeiro a cebola em quatro partes, corta o tomate e também o repolho, tudo colhido na horta, no dia anterior.
Agora lava o arroz, pronto coloca tudo na mesma panela
Prova o sal.
E so isso?
Sim só isso... Não precisa de mais nada.
Enquanto a comida no fogo cozinha, ela prepara o facão. Certifica-se que ele está mesmo afiado.
Coloca uma calça velha, surrada
Por cima um vestido de chita,
Que cor? Não tem mais cor.
Desbotou com o tempo assim como também desbotou seus sonhos.
Anda até o espelho e pára diante dele.
Mira-o por alguns instantes um rosto ainda bonito.
Que aos poucos vai se transformando.
Prende o cabelo, amarra um pano na cabeça, e por cima coloca o chapéu.
.
Pronto... Está pronta. Pronta para guerra.
Guerra contra a fome... Contra o tempo, guerra contra o sol, a chuva. Guerra pela vida.
O silêncio da madrugada só e quebrado pelo barulho das suas passadas. Janaina ainda consegue ver algumas estrelas no céu.
E ela caminha só...
Não tem sonhos nem esperanças,
Caminha dois ou três quilômetros.
Apressa um pouco mais o passo, não pode perder o caminhão... Janaina caminha ofegante.
O frio da madrugada gela as mãos, o frio congela a alma!
Sobe no caminhão, onde se junta a mais rostos tristes, olhos sem brilho, vidas sem vida... Vidas secas.
Todos com o mesmo destino... O canavial.
Quando o dia termina, a mesma rotina...
O retorno. O caminhão, a estrada, o difícil caminho da volta. Novamente Janaina vê a noite, novamente vê as estrelas, e ela continua só. Não tem ninguém... Não precisa...
Mas também nem precisa.
Ela diz que quando o galo canta já e hora de sair da cama.
Galo? Será que ele existe? Mas também nem precisa!
Janaina faz tudo automaticamente. Sempre a mesma rotina,
Acende o fogão a lenha... Coloca uma panela preta de barro Cuidadosamente ela corta os legumes
Primeiro a cebola em quatro partes, corta o tomate e também o repolho, tudo colhido na horta, no dia anterior.
Agora lava o arroz, pronto coloca tudo na mesma panela
Prova o sal.
E so isso?
Sim só isso... Não precisa de mais nada.
Enquanto a comida no fogo cozinha, ela prepara o facão. Certifica-se que ele está mesmo afiado.
Coloca uma calça velha, surrada
Por cima um vestido de chita,
Que cor? Não tem mais cor.
Desbotou com o tempo assim como também desbotou seus sonhos.
Anda até o espelho e pára diante dele.
Mira-o por alguns instantes um rosto ainda bonito.
Que aos poucos vai se transformando.
Prende o cabelo, amarra um pano na cabeça, e por cima coloca o chapéu.
.
Pronto... Está pronta. Pronta para guerra.
Guerra contra a fome... Contra o tempo, guerra contra o sol, a chuva. Guerra pela vida.
O silêncio da madrugada só e quebrado pelo barulho das suas passadas. Janaina ainda consegue ver algumas estrelas no céu.
E ela caminha só...
Não tem sonhos nem esperanças,
Caminha dois ou três quilômetros.
Apressa um pouco mais o passo, não pode perder o caminhão... Janaina caminha ofegante.
O frio da madrugada gela as mãos, o frio congela a alma!
Sobe no caminhão, onde se junta a mais rostos tristes, olhos sem brilho, vidas sem vida... Vidas secas.
Todos com o mesmo destino... O canavial.
Quando o dia termina, a mesma rotina...
O retorno. O caminhão, a estrada, o difícil caminho da volta. Novamente Janaina vê a noite, novamente vê as estrelas, e ela continua só. Não tem ninguém... Não precisa...






























