
sábado, 2 de julho de 2011
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Com um jogador a mais, Colômbia bate Costa Rica na estreia
A Colômbia aproveitou o fato de ter atuado por mais de uma hora com um jogador a mais para bater a Costa Rica, na estreia das equipes nesta Copa América, por 1 a 0. O gol aconteceu ainda no primeiro tempo, marcado por Ádrian Ramos.
Com o resultado, a seleção colombiana assume a ponta do Grupo A, com três pontos, já que Argentina e Bolívia não saíram do empate, nesta sexta. A Costa Rica, por sua vez, está na lanterna, sem nenhum ponto ganho.
Na próxima quarta, a Colômbia enfrentará a anfitriã Argentina, em Santa Fé, enquanto Costa Rica e Bolívia tentarão a primeira vitória, na quinta-feira, em San Salvador de Jujuy.
O JOGO - A seleção costarriquenha começou a partida atuando de forma defensiva, tentando levar perigo nos contra-ataques. Porém, a Colômbia, começou pressionando e não dava oportunidades para o contra-golpe da Costa Rica.
Assim, aos 11 minutos, a seleção colombiana criou a primeira oportunidade do jogo, pela dupla do Porto Falcao García e Guarín. O centroavante ajeitou para o meia, que bateu forte, para boa defesa do goleiro Moreira. No minuto seguinte, Ramos bateu forte, e obrigou o goleiro costarriquenho a fazer nova intervenção.
A Colômbia conseguia dominar a Costa Rica, que não esboçava perigo a seleção campeã da Copa América em 2001. A tarefa costarriquenha se tornou ainda mais complicada aos 27 minutos: Brenes entrou de carrinho em Perea, e o árbitro expulsou o camisa 10 da Costa Rica.
Com a vantagem numérica, a seleção colombiana passou a tocar a bola a fim de achar uma brecha para invadir a área costarriquenha. Aos 37, Falcao García esteve próximo de abrir o placar.
Mas, aos 44, a Colômbia conseguiu finalmente furar o bloqueio costarriquenho. Adrián Ramos recebeu bom lançamento e invadiu a área já limpando Moreira. Assim, o atacante teve apenas o trabalho de empurrar para as redes, abrindo o placar na Argentina.
Na segunda etapa, o panorama da partida seguia da mesma forma: a Colômbia detinha a posse de bola, e controlava o ritmo do jogo. Aos oito minutos, Rodallega, que entrara ainda no primeiro tempo, recebeu pelo lado esquerdo e bateu forte de longa distância. Moreira, novamente, esticou-se para colocar a bola para escanteio. Dois minutos depois, após escanteio cobrado por Guarín, Falcao desviou de cabeça, mas a bola acertou o travessão.
Sem força ofensiva, a seleção costarriquenha conseguiu levar perigo em uma cobrança de falta. Gúzman cobrou pelo lado direito, e a bola raspou a rede pelo lado de fora, assustando o goleiro Martínez, que apenas acompanhou a jogada.
Por não ser incomodada, a seleção colombiana se dava o direito de manter a posse de bola e não gerar oportunidades de perigo. Assim, a partir da metade do segundo tempo, o ritmo do jogo diminuiu, e a Colômbia apenas administrou até o final da partida, para assegurar o triunfo em sua estreia na Copa América.
Bolívia diz que empate contra Argentina dá ânimo
Mano termina preparação para estreia com treino físico e recreativo
Na manhã deste sábado, em Campana, na Argentina, a seleção brasileira encerrou os preparativos para a estreia na Copa América, marcada para o próximo domingo, às 16h (Brasília), contra a Venezuela, em La Plata. A última atividade foi comandada pelo técnico Mano Menezes. Após um rápido trabalho físico, os jogadores fizeram um treino recreativo.
A escalação já está confirmada: Julio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas, Ramires e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e Alexandre Pato.
Os jogadores agora vão descansar pela tarde. Após o jantar, percorrem 80 quilômetros até Buenos Aires e se direcionam a La Plata apenas no domingo, evitando viajar mais 57 quilômetros de uma vez só.
A Copa América começou na última sexta-feira com o empate entre Bolívia e Argentina, por 1 a 1, no mesmo estádio onde o Brasil fará sua primeira partida. Em 9 de julho, enfrenta o Paraguai, e fecha a fase de grupos contra o Equador, dia 13.
Debate sobre recuperação de Chávez preocupa Venezuela
Por Pascal Fletcher e Daniel Wallis
CARACAS (Reuters) - Venezuelanos ansiosos neste sábado avaliam quanto tempo levará para o presidente Hugo Chávez se recuperar após a operação para retirada de um tumor, mesmo depois de o governo reafirmar que o líder socialista terá condições de concorrer à reeleição no próximo ano.
A oposição criticou sua adminsitração por segurar informações básicas sobre a condição do presidente, de 56 anos, que insiste em permanecer no cargo. Chávez planejava encontrar vários de seus ministros em Cuba neste sábado.
Sua doença estarreceu o país, que é o maior exportador de petróleo da América do Sul, revelando a ausência de um sucessor e reforçando temores de um vácuo no poder e do início de uma disputa política.
Desde que Chávez apareceu em rede nacional na noite de quinta-feira para revelar que havia passado por cirurgia em Havana para remover um tumor maligno, muitos se questionam se ele será capaz de governar uma nação de 29 milhões de pessoas.
Chávez não disse quando poderá retornar. Uma fonte próxima à equipe médica venezuelana seguindo sua recuperação em Cuba disse que o diagnóstico revelou que o câncer requer um tratamento agressivo que poderá durar meses.
O vice-presidente Elias Jaua tentou aplacar as dúvidas. "Chávez estará fora o tempo necessário para ele se recuperar", disse Jaua a Telesur TV network. "O presidente está no comando do país e continuará a ser o chefe do país."
Kadhafi ameaça atacar a Europa e Hillary pede sua saída do poder
Por Lutfi Abu-Aun e Arshad Mohammed
TRÍPOLI/ MADRI (Reuters) - O líder líbio Muammar Kadhafi prometeu atacar "casas, escritórios e famílias" na Europa em retaliação aos ataques aéreos da OTAN em seu país. A secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton retrucou dizendo que ele deve deixar o poder em vez de fazer ameaças.
Em uma transmissão via telefone para cerca de 100 mil simpatizantes na Praça Verde em Trípoli, Kadhafi pediu o fim dos bombardeios da OTAN ou caças líbios vão atacar a Europa "como um enxame de gafanhotos ou abelhas."
Kadhafi, que junto com seu filho e chefe de inteligência, enfrenta um mandado de prisão internacional por crimes contra a humanidade, prometeu lutar até o fim e classificou a operação da OTAN como uma agressão colonial destinada a controlar as riqueza de petróleo da Líbia.
"Recuem, vocês não têm chances de vencer esse povo corajoso", disse Kadhafi em pronunciamento na sexta-feira.
"Eles vão atacar suas casas, seus escritórios e suas famílias, que vão se tornar alvos militares da mesma forma que vocês transformaram nossos escritórios, nossas sedes, casas e crianças no que vocês consideram legítimos alvos militares", disse.
"Se nós decidirmos, podemos atacar a Europa como um enxame de gafanhotos ou abelhas. Portanto eu os aconselho a recuar, antes que tenham que enfrentar uma catástrofe."
Clinton criticou as ameaças de Kadhafi neste sábado e intensificou sua exigência para que o líder líbio deixe o poder.
"Em vez de fazer ameaças, Kadhafi deve colocar o bem-estar e os interesses do seu próprio povo em primeiro lugar. Ele deve deixar o poder e ajudar a facilitar uma transição democrática," disse Clinton em entrevista coletiva durante uma visita à Espanha.
A ministra das Relações Exteriores espanhola, Trinidad Jimenez, disse que sua posição permanece inalterada.
"A resposta da Espanha e de sua coligação internacional é manter a unidade e a determinação com que temos trabalhado nos últimos meses," disse.
O discurso de Kadhafi foi feito quando rebeldes da Líbia, que tinham avançado para 80 km em direção à capital, foram contidos pelas forças do Governo, ressaltando a resistência obstinada das tropas Kadhafi diante da revolta de cinco meses no país.
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